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O design de serviços (service design) é uma baseada nas necessidades reais dos utilizadores que procura melhorar toda a experiência associada a um serviço, do primeiro contacto ao pós-serviço. Um service designer combina investigação, estratégia e criatividade para criar serviços mais úteis, eficientes e memoráveis.
Há serviços que parecem simples, funcionais e naturais. A app do banco que te orienta sem precisares de ajuda, o check-in do hotel que parece ter antecipado cada dúvida e a consulta em que toda a equipa parece estar a par da tua situação antes sequer de abrires a boca.
São experiências em que raramente reparas conscientemente e é precisamente isso que as torna tão boas.
Por outro lado, todos já passámos pelo oposto: processos confusos, etapas que parecem ter sido concebidas para nos frustrarem e mensagens de erro que não explicam nada.
A diferença entre estes dois mundos não é sorte nem acaso, mas sim design de serviços.
Neste artigo, vais perceber o que é o design de serviços, para que serve nas empresas, como se distingue do UX design e do design thinking, quais são as principais ferramentas de um service designer e como podes construir uma carreira nesta área.
O design de serviços é uma abordagem adotada por empresas, prestadores de serviços e consultorias para oferecer a melhor experiência possível em todas as etapas da utilização do serviço.
Mais do que desenvolver interfaces ou produtos isolados, esta disciplina olha para o ecossistema completo de um serviço (pessoas, processos, pontos de contacto físicos e digitais) e tudo o que acontece nos bastidores.
O conceito de design de serviços começou a consolidar-se nas décadas de 1980 e 1990, tendo ganho maior projeção académica em 1991 na Köln International School of Design.
Segundo Marc Stickdorn e Jakob Schneider, autores de This is Service Design Thinking, o design de serviços assenta em cinco princípios fundamentais:
Em conjunto, garantem uma experiência coerente e verdadeiramente útil para quem a vive.
Nas empresas, o design de serviços é utilizado para:
Esta abordagem é especialmente relevante em organizações com vários canais de interação com o cliente, como bancos, hospitais, plataformas digitais, seguradoras ou companhias aéreas.
Estudos de customer experience indicam que organizações que alinham experiência do cliente, operações e comunicação tendem a apresentar melhores indicadores de retenção e fidelização.
Segundo análises da consultora Forrester, experiências consistentes e centradas no utilizador podem contribuir para maior confiança na marca e crescimento sustentado da receita.
O design de serviços pode ser aplicado em diferentes contextos:
O objetivo é reduzir fricções e tornar a experiência mais clara e eficiente para os utilizadores.
Embora isto possa parecer confuso à primeira vista, a distinção é bastante clara: o UX design foca-se na interação entre o utilizador e uma interface digital, como um site, uma aplicação ou um produto.
Já o design de serviços é mais sistémico e estratégico, pois inclui canais digitais, atendimento e operações internas de um serviço, incluindo os não digitais, como o atendimento presencial, os processos internos e a comunicação pós-venda.
Por outras palavras, o UX design resolve a experiência do ecrã, enquanto o design de serviços analisa toda a operação e interação do serviço. As duas disciplinas complementam-se e os profissionais que dominam ambas têm uma vantagem real no mercado, algo que o IADE procura fomentar na formação dos seus estudantes.
O design thinking foca nas necessidades reais dos utilizadores para compreender problemas, gerar ideias e testar soluções de forma iterativa.
O design de serviços é uma disciplina que aplica princípios do design thinking — juntamente com métodos de investigação, gestão e experiência do utilizador — para criar, organizar e melhorar serviços em todas as etapas da utilização do serviço.
Em resumo, o design thinking é uma abordagem geral de inovação e resolução de problemas, enquanto o design de serviços se foca especificamente na conceção e melhoria de serviços.
No design de serviços, a experiência divide-se nas seguintes duas dimensões:
Um bom service designer trabalha ambas as dimensões em simultâneo, porque de nada vale um atendimento impecável ao balcão se o sistema interno for caótico.
Os service designers recorrem a um conjunto de ferramentas específicas para mapearem, analisarem e melhorarem os serviços.
Eis as mais utilizadas:
Um service designer é, antes de mais, um intérprete que traduz necessidades humanas em processos funcionais, dados em decisões e complexidade em clareza.
No dia a dia, um service designer:
Apresenta propostas de melhoria de forma visual, tornando o processo de solução acessível tanto a perfis técnicos como não técnicos.
É um perfil em rápido crescimento, com presença em organizações públicas e privadas de setores tão distintos como a saúde, a banca, a mobilidade e o retalho.
As oportunidades são amplas e transversais a quase todos os setores.
Enquanto service designer, podes trabalhar em agências criativas, start-ups de tecnologia, organismos públicos, empresas de consultoria ou nas áreas de inovação de grandes marcas.
Os perfis mais comuns incluem:
O design de serviços é uma forma diferente de olhar para o mundo. É a convicção de que uma boa ideia não basta se a experiência de a viver for má.
Se queres transformar esta visão numa carreira, o IADE disponibiliza uma oferta formativa que cruza design, comunicação, estratégia e inovação através dos seguintes cursos:
Entre as ferramentas mais utilizadas estão:
Existe procura em setores como: