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#CreatingCreators  

04/03/2022

"O IADE deixou-me ser criativa e ensinou-me a pensar fora da caixa", Rita Bitton Reis, alumna de Ciências da Comunicação


Rita Bitton Reis é alumna da Licenciatura em Ciências da Comunicação do IADE e já publicou o seu primeiro livro infantojuvenil, “O Segredo de Fairyland”. Em 2021 autografou na Feira do Livro o exemplar do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e atualmente trabalha na TVI, como produtora de conteúdos do Programa “Esta Manhã”.

 

Rita e o seu 1ºLivro

 

Podes resumir o teu percurso profissional desde que saíste do IADE?

Desde cedo soube que queria traçar o meu percurso profissional em televisão, mas sem deixar a minha segunda paixão para trás, a escrita, o que me levou a investir numa licenciatura em Ciências da Comunicação e, posteriormente, num Mestrado em Comunicação, Televisão e Cinema. Com 20 anos vi o meu primeiro livro “O Segredo de Fairyland” a ser editado, ilustrado e publicado.

Estagiei na Cofina, fazendo artigos para o site da revista FLASH! e revistas TV Guia e Vidas e, atualmente, estou a estagiar na TVI, como produtora de conteúdos do Programa “Esta Manhã”.

Ambiciono trabalhar na área do entretenimento televisivo e continuar a escrever livros infantojuvenis.

Qual foi o teu maior desafio profissional até agora?

A Comunicação é diariamente desafiante e é essa adrenalina que nos leva a querer ser melhores e a lutar ainda mais pelos nossos sonhos. Por isso, acredito que os desafios profissionais são muito pessoais quando se trabalha nesta área. Assim sendo, considero que o meu maior desafio sou eu própria, a minha maior critica, mas a única que sabe o quanto ambiciono trabalhar nesta área.

Que caraterísticas deve ter um escritor para ser um bom profissional?

Na minha opinião, um escritor, para ser um bom profissional deve ser acima de tudo criativo, persistente e claro. Isto porque a escrita é a arte de pensar, criar e expor uma narrativa que mostra, de forma muito pessoal, a nossa forma de pensar e de ver a vida. No meu caso, que me foco na literatura infantojuvenil, significa criar um universo, idealizar personagens com características não existentes e inventar um enredo que seja mágico, diferente e criativo, mas que transmita uma mensagem forte.

É preciso ser persistente, pois há dias em que a inspiração não é muita ou falham as palavras que queremos, e é nessas alturas que temos que perceber que a escrita não é um destino, mas sim uma caminhada que, tal como todas, tem altos e baixos. Sendo ou não uma escrita focada para um público mais jovem, acredito que um escritor tem que ser claro, pois se a leitura não é totalmente percetível, significa que a mensagem não é bem transmitida, e isto demonstra que o profissional falhou enquanto comunicador.

Feira do Livro2

#creatingcreators: de que forma é que o IADE contribuiu para te tornares na criativa/criadora que és hoje?

Optar pelo IADE foi uma das melhores decisões que tomei a nível pessoal, académico e profissional. Foi nesta Faculdade que cresci enquanto pessoa e desenvolvi o meu amor pela escrita. O IADE deixou-me ser criativa e ensinou-me a pensar fora da caixa e a acreditar nas minhas duas paixões. Aqui consegui ser eu própria e não poderia ter pedido melhor qualidade para a minha formação e percurso académico.

Qual o projeto que mais gostaste de desenvolver no IADE?

Durante os meus três anos de estudo no IADE existiram muitos trabalhos que adorei fazer, no entanto tenho um carinho especial pela unidade curricular de escrita criativa, lecionada pelo Professor João Lacerda Matos. Foi nestas aulas que tive a oportunidade de escrever e iniciar um dos melhores projetos da minha vida, o meu primeiro livro “O Segredo de Fairyland”. Este projeto ajudou-me a tornar um sonho realidade, transformando um hobby em algo mais.

Quais as principais skills que o curso de Ciências da Comunicação te deu?

Acredito que o Curso de Ciências da Comunicação me ensinou a ter um pensamento mais criativo, mas também mais crítico, características, que a meu ver, são fundamentais para trabalhar em comunicação. Neste curso melhorei a minha forma de trabalhar em grupo e aprendi a resolver problemas sob pressão.

Qual o melhor momento que guardas do seu percurso pelo IADE?

Felizmente, existem vários momentos, do meu percurso pelo IADE, que guardo no coração, e em todos eles estão presentes algumas pessoas únicas que se cruzaram na minha vida. De todas estas amizades tenho a agradecer especialmente à Filipa Tojal, a minha Pipa, uma pessoa incrível à qual tenho o privilégio de chamar amiga.

Que conselho darias aos estudantes que estão, neste momento, a tentar vingar na área do respetivo curso?

Gostaria de dizer que a Comunicação não é uma área nada fácil, no entanto, é isso que torna tudo mais interessante quando conseguimos vingar nela. Não desistir, focar no objetivo e aproveitar todos os segundos desta maravilhosa experiência que é a montanha russa da comunicação.

Pode solicitar mais informações sobre a Licenciatura em Ciências da Comunicação aqui.

 

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