O IADE cruzou-se no caminho da Patrícia quando escolheu a Licenciatura em Design Global, e hoje encontra-se no último ano do nosso Mestrado na área de Publicidade.

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"Sinto que não só alarguei o meu conhecimento sobre design e publicidade, mas também cresci a nível pessoal, permitindo-me sentir-me preparada para enfrentar os desafios da vida profissional com mais confiança e segurança."
5 janeiro 2023

#IamIADE

Porquê o IADE?

Quando me perguntam se aconselho o IADE, a minha resposta é sempre a mesma: honestamente, sim e não, depende dos objetivos de cada pessoa. A verdade é que o sucesso não é algo garantido e nenhuma universidade pode oferecê-lo como tal. No meu ponto de vista, o caminho para o sucesso só é alcançado quando persistimos e decidimos tomar cada passo necessário para chegar a esse destino final. Portanto, pela minha experiência, os alunos que realmente tiverem paixão, dedicação e resiliência para absorver tudo o que o IADE tem para dar, formam-se com muito mais do que conhecimentos teóricos ou práticos. Saem com uma panóplia de aptidões necessárias para enfrentar os desafios do mundo la fora e alcançar o seu próprio sucesso por mérito próprio. Estamos a falar de conhecimentos que se estendem para além do conhecimento académico, permitindo a possibilidade de crescer tanto a nível profissional como pessoal. Algo muito essencial para o mundo atual, marcado pelo seu estado de constante mudança e inovação.

Concluindo e para responder à pergunta Porquê o IADE?: porque o IADE disponibiliza as ferramentas necessárias para podermos enfrentar as várias turbulências que se vão apresentando no nosso caminho para o sucesso. Portanto, o IADE é aconselhado para os criativos mais resilientes.

Em que momento é que percebeste que criar faz parte de ti?

Não tenho nenhum momento “eureka” em que me apercebi que criar fazia parte de mim, provavelmente sempre esteve presente intrinsecamente, apenas foi-se manifestando de várias formas ao longo da minha vida. Porém, foi no momento em que escolhi me candidatar para a licenciatura em Design Global que me apercebi que criar era algo que queria seguir como profissão e que esse curso podia me ajudar a explorar as diversas vertentes criativas do design. Foi no mestrado em Design e Publicidade, que confirmei a minha paixão e entendi o real impacto que o Design tem como potencializador de mudança e criação de experiências no mundo que nos envolve.

Qual dos projetos que realizaste no IADE te marcou mais?

É difícil escolher... todos marcaram várias etapas do meu percurso académico, pois todos tiveram papéis importantes para o meu desenvolvimento como Designer. Por norma, nem gosto de escolher “favoritos”, nem escolher o meu gelado favorito consigo. Além de que cada projeto que realizei, que refletindo melhor ao fim de 5 anos ainda foram relativamente bastantes, permitiram-me experimentar várias vertentes do design, várias dinâmicas de trabalho e diversos desafios. Ainda tive a oportunidade de conhecer professores e profissionais das áreas criativas que também deixaram sua marca e cujos conhecimentos levo comigo ao longo da minha futura carreira profissional. Principalmente, sinto que aprendi e cresci com cada projeto, todos marcaram o meu percurso académico, uns de uma forma mais positiva e outros de forma mais negativa, mas sempre com repercussões benéficas para o meu desenvolvimento como designer.

Ser criativo é…

Ser criativo é contribuir para a criação do mundo que nos envolve. O Designer não cria apenas coisas bonitas, ele tem a capacidade de criar experiências memoráveis e gerar mudanças com impactos positivos para a sociedade em que vivemos. Portanto, o criativo acaba por ter um papel bastante importante, pois é responsável pelo que externaliza para o mundo e as suas consequentes repercussões no mesmo.

Conta-nos uma experiência da tua vida académica que te tenha marcado especialmente.

Houve uma apresentação específica que me marcou bastante e sobre a qual ainda rio hoje em dia, mas na altura foi de longe a pior e mais humilhante apresentação que alguma vez tive. Porém, não vou dar uma descrição pormenorizada de como correu porque não me parece relevante explicar e essa não é a parte importante a reter desta experiência. Além de já ter tido 50 colegas como testemunhas para confirmar e se relembrarem da veracidade do sucedido.

Continuando, a razão pela qual esta apresentação específica me marcou, foi que após esta “má experiência”, o meu desempenho melhorou e fiquei muito mais à vontade para fazer apresentações. Eu sempre fui tímida e o meu nervosismo muitas vezes atrapalhava a qualidade das minhas apresentações e por consequente do meu trabalho. Porém, depois de ter experienciado o pior cenário que podia acontecer que eu imaginava e atormentava a minha mente, aprendi que faz parte ter momentos menos favoráveis, o que importa é a forma como aprendemos e lidamos com eles. Além de que agora sempre que tenho de apresentar algum projeto, lembro-me sempre que “ pior que aquele dia não pode acontecer”.

Penso que em geral existe imensa pressão e expectativas nos estudantes e como devemos sempre dar o nosso melhor, que devemos evitar falhar e afins. Porém, concluindo agora os meus estudos, posso confirmar por várias experiências própria que na verdade as melhores lições muitas vezes aprendem-se com os momentos menos favoráveis em que nos permitimos errar. Aliás, acredito que não crescemos como profissionais e nem alcançamos o nosso maior potencial sem falhar ao longo do percurso.

Como imaginas o teu futuro?

Idealmente imagino-me a trabalhar em diversos tipos de projetos e áreas de design, algo bem presente no meu percurso académico no IADE que eu gostaria de poder manter no meu futuro. Adoro Lisboa, mas também gostaria de poder sair do pais por uns tempos e quem sabe, um dia deixar a minha marca como designer. Espero eventualmente também poder contribuir de alguma forma para a sociedade, através do desenvolvimento de algum projeto focado em tal ou apenas através da partilha de conhecimento. Ou seja ser professora, publicar um livro ou até mesmo ser oradora em algum TED talk ou outro tipo de conferência. Adoraria também ter o meu próprio negócio e criar uma agência criativa fundada em um conceito novo (ainda por pensar) e com uma filosofia de trabalho fora do habitual.

Isto são alguns sonhos, mas na verdade contento-me com uma vida simples. Acho que o mínimo que desejo para o meu futuro seria pelo menos estar financeiramente estável, conseguir viajar de vez em quando, continuar entusiasmada pelo meu trabalho e poder aproveitar os domingos no sofá (com a companhia de um gatinho seria ainda melhor).

Descreve-te em 3 palavras.

  1. Eclética
  2. Ambivertida
  3. Entusiasta

Destaca as grandes mais valias do curso que estás a realizar no IADE e como achas que poderá influenciar o teu percurso profissional?

Penso que uma das mais valias do mestrado em design e publicidade é a sua proposta curricular, que se estende além dos conteúdos programáticos apresentados em aula. Sinto que não só alarguei o meu conhecimento sobre design e publicidade, mas também cresci a nível pessoal, permitindo-me sentir-me preparada para enfrentar os desafios da vida profissional com mais confiança e segurança.

No primeiro ano, é requerido que os alunos formam grupos e cada grupo assim forma uma “agência” afim de desenvolver um projeto extenso e intensivo em colaboração com uma marca/empresa ao longo do ano todo. Isto permite-nos aplicar diretamente todos os conteúdos absorvidos em aula em um contexto igual ao realismo dos desafios que encontramos no mundo profissional la fora. Além de que, existe também uma partilha simbiótica de conhecimento entre os colegas de cada agência, cujos percursos académicos são muitas vezes distintos dos nossos e com quem podemos crescer em equipa. O IADE também dispõe de professores que por norma demonstram grande entusiasmo pelas disciplinas ensinadas, além de que grande parte deles têm percursos profissionais inspiradores. Portanto, acaba por ser uma fonte extra de conhecimento disponibilizado.

Ao longo do segundo ano, é requerido o desenvolvimento de uma dissertação, um trabalho com um carácter mais académico. Por um lado, é ideal para quem quer seguir o caminho da investigação, mas acredito que também seja importante para o desenvolvimento pessoal dos alunos com outros objetivos profissionais. Tanto numa perspetiva de desenvolver a nossa autonomia disciplinar, pois temos de aprender a gerir o nosso tempo para cumprir com a entrega do trabalho de investigação, como também na perspetiva de existir um desenvolvimento cognitivo, pois aprendermos a organizar ideias e conceitos de forma clara e concisa. Algo primordial e uma mais valia para qualquer designer sem dúvida.

Portanto, resumindo, sinto que acabo o meu mestrado em design e publicidade não só com mais conhecimentos como designer, mas principalmente com um grande crescimento a nível pessoal e profissional. Algo extremamente importante para enfrentar os desafios que me esperem fora dos meus estudos no mundo do trabalho.

Partilha connosco 3 desejos da tua Bucket List.

  1. Aprender a tocar piano
  2. Fazer uma tatuagem espontânea
  3. Ser diretora criativa

Podes solicitar mais informações sobre o Mestrado em Design e Publicidade aqui.

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