Os 181Graus de IARA ZEFERINO

Iara Zeferino, formada em Design [http://www.iade.europeia.pt/cursos/licenciaturas/licenciaturas/design] pelo IADE, partilha a história do seu projeto 181Graus. Um projeto que nasceu de vontade de trabalhar em parceria com o seu pai, transformando em negócio o que o pai já vinha a fazer por hobbie depois de reformado - restaurar móveis.
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Os 181Graus de IARA ZEFERINO
22 março 2017
Iara Zeferino, formada em Design [http://www.iade.europeia.pt/cursos/licenciaturas/licenciaturas/design] pelo IADE, partilha a história do seu projeto 181Graus. Um projeto que nasceu de vontade de trabalhar em parceria com o seu pai, transformando em negócio o que o pai já vinha a fazer por hobbie depois de reformado - restaurar móveis.

Quando se mudou para São Paulo, Brasil, em 2014, 181Graus foi consigo em pensamento, mas aqui o projeto tal como havia sido criado, foi impossível de recriar. Mantendo o nome por uma questão emocional Iara recriou todo o conceito sobre outras duas coisas que também lhe são queridas: costura e criar para crianças - 181Graus, Kids and young at heart.

"O 181Graus surgiu da ideia de transformar em negócio o que meu pai já vinha a fazer por hobbie depois de reformado. Queríamos restaurar móveis juntos, porém não o queríamos fazer da forma convencional. Os móveis são uma parte importante da vida, eles contam histórias e passam de geração em geração. Queríamos dar-lhes uma nova energia, reinterpretando-os e tornando-os únicos de forma a que fizessem mais sentido nas novas casas para onde iam. Queríamos dar uma volta de 180 graus e acrescentar esse último grau que os tornasse especiais, a junção dos nossos pontos de vista, a soma que fazia a diferença: 181Graus.

_Os móveis sempre foram parte uma parte muito especial da minha vida. Quando era criança o meu pai tinha uma fábrica de móveis. Cresci no meio de vários tipos de madeira, lixadeiras, pistolas de tinta e lojas de ferragens. Sempre que sinto o cheiro a madeira sinto-me em casa. Então o meu pai ensinou-me tudo, eu pus a mão na massa com ele em cada peça que restaurámos. Ele opinou o design da nossa identidade, do site e dos posts do facebook e instagram. Ele ensinou-me a sentir a madeira com a ponta dos dedos. Eu ensinei-lhe Photoshop. Formámos uma dupla complementar, misturando o que sabíamos fazer melhor numa simbiose entre pai e filha, dois melhores amigos num negócio.

Quando troquei Lisboa por São Paulo, em 2014, voltei a trabalhar exclusivamente com design gráfico. Mas passado algum tempo fez-me falta o 181Graus. Sempre foi o meu negócio, onde pude aprender coisas novas, ter contacto com outras pessoas, exercitar outros tipos de pensamento e extravasar a criatividade. Em outras palavras, o meu playground.

Nunca fui uma pessoa de um gosto só, daquelas que sempre souberam o que iriam ser. Quando era pequena queria ser astronauta, depois astrónoma. Passei grande parte da adolescência a querer ser pintora, passando noites em claro a experimentar de tudo, os óleos, os guaches, os pastéis. Foi só no primeiro ano de Design no IADE que descobri realmente o que era design. E me apaixonei. Mas não é e nunca foi um amor monógamo. Continuo a gostar de fazer muitas outras coisas. Isso faz-me mais feliz do que fazer apenas uma. E por alguma razão racional ou por querer muito que seja verdade, acredito que são todas essas coisas juntas que me fazem ser uma melhor designer.

Em São Paulo não tenho oficina, rede de fornecedores e nem o meu pai. Por mais que tenha tentado, por aqui o negócio de restauro de móveis possui outra dinâmica. O 181Graus tal como havia sido criado, foi impossível de recriar. Por isso, mantive o nome por uma questão emocional e recriei todo o conceito sob outras duas coisas que também adoro: costurar e criar para crianças. Assim nasceu o 181Graus, Kids and young at heart. Para isso registei a nova marca no Brasil, refiz a minha identidade visual, criei uma loja online e fiz todas as fotografias e cenários para os produtos que aparecem no site._Aqui crio vários tipos de produtos, desde almofadas em forma de nuvem, a pantufas ratinho. Todos pensados com o coração e feitos à mão. Sem coleções, as criações seguem apenas a minha vontade, criatividade e os pedidos dos clientes. Vários produtos já surgiram de ideias de clientes que, por terem tido sucesso, acabaram no site. É uma criação orgânica, solta. Gosto de dizer que é uma homenagem aos sonhos e à infância, que como eu, também não quer saber de rótulos, géneros ou coleções. É um lugar para ser e fazer feliz."

Iara Zeferino

Mais info: www.181graus.com

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