Presidente da República distingue professor emérito Fernando Carvalho Rodrigues
30 dezembro 2025
Ler maisA investigadora do IADE, Sandra Rodrigues, coordenadora de “Estudar em tempo de pandemia”, admite que “é possível que este seja o momento da tão esperada mudança de paradigma, no estilo de vida das empresas e dos colaboradores, mas também o da urgência de reestruturar o modo como o mundo encara o trabalho. Contudo, é na escola que está o maior desafio. Professores, alunos e pais, todos sem exceção, foram forçados a adaptar as suas rotinas para manter os seus compromissos, partilhando o mesmo espaço onde habitam, estudam e trabalham”.
As escolas, face à necessidade de suspender as aulas presenciais, viram-se forçadas a definir novas estratégias e planos de ação, de acordo com os seus próprios recursos e capacidades. De acordo com o estudo, os estabelecimentos de ensino que mais rapidamente deram resposta à necessidade de implementar um novo formato de aulas foram, na maioria, as instituições de ensino privado, sendo que as universidades responderam mais agilmente quanto à oferta de soluções viáveis de aulas em modo remoto.
“Estudar em tempo de pandemia” procurou identificar as principais reações e capacidade de adaptação dos alunos, de vários ciclos de estudo, face à inesperada transição do ensino presencial para o “ensino a distância emergencial”, durante o período de confinamento compreendido entre 20 de março e 6 de maio de 2020. Para tal, foram disponibilizados dois questionários online - entre 21 e 22 de março de 2020 e, entre 29 de abril e 6 de maio de 2020 -, a um total de 339 alunos, entre o 1º ciclo e o ensino superior, de modo a aferir as reações ao processo de adaptação e respostas posteriores de integração e interiorização das suas necessidades face ao estudo, ao desempenho e consequentes preocupações ao redor de todo o processo.
Quase um ano depois desta mudança abrupta, importa refletir sobre a experiência e decidir de que forma irá impactar o futuro. Para a autora do estudo, “o aspecto mais positivo desta experiência é que podemos estar perante uma excelente oportunidade de nos prepararmos para o ensino do século XXI. Fala-se, essencialmente, no ensino da autonomia, flexibilidade, capacidade de adaptação e sentido crítico. E agora, mais do que nunca, sobre criatividade para resolver problemas e lidar com o imprevisto. As escolas do futuro, certamente, irão funcionar com base em novas premissas, onde seguramente estará incluído o acesso à tecnologia e formatos mistos ou híbridos de ensino”.
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