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como ser professor universitário

O guia definitivo para a carreira docente universitária

22 janeiro 2026

Sabes o que é necessário para ser professor universitário ou de Ensino Superior Politécnico em Portugal? E por onde se começa?

Este artigo explicar-te-á o percurso habitual a seguir, os graus académicos necessários, as categorias da carreira docente e como o IADE, com os seus programas de mestrado e doutoramento, pode ser o ponto de partida ideal para uma carreira académica nas áreas de Design e Artes Visuais, Marketing e Comunicação e Tecnologias e Engenharia

O percurso académico: da Licenciatura ao Doutoramento

O primeiro passo para quem pretende integrar as carreiras docentes dos subsistemas do Ensino Superior português (universitário e politécnico) consiste, naturalmente, na obtenção de formação superior. Em Portugal, o percurso académico organiza-se em três ciclos: 

Licenciatura (1.º Ciclo/Formação Inicial)

Tudo começa aqui. Se sonhas um dia ensinar no Ensino Superior, o primeiro passo é tirares a tua licenciatura, a porta de entrada para o mundo académico. Este é o momento em que adquires as bases teóricas, práticas e criativas que irão moldar a tua visão do mundo (e a marca que pretendes deixar). 

Em Portugal, a Licenciatura corresponde ao 1.º Ciclo do Ensino Superior, sendo a sua duração média de três anos (correspondentes a 180 ECTS, 30 por semestre), podendo ir até 4 anos em áreas específicas (para um total de 240 ECTS). 

Este grau corresponde ao nível 6 dos Quadros Nacional e Europeu de Qualificações (QNQ e QEQ), o que significa que é reconhecido em toda a União Europeia como sendo equivalente a um “Bachelor's Degree”. 

Ao completares uma licenciatura, espera-se que tenhas adquirido competências como: 

  • O domínio dos conhecimentos fundamentais da tua área científica. 
  • A capacidade de aplicar esses conhecimentos a contextos profissionais reais. 
  • Pensamento crítico, autonomia e raciocínio ético. 
  • Facilidade em comunicar ideias e resultados de forma clara, tanto a especialistas como ao público. 

É também durante este ciclo que muitos estudantes descobrem a paixão pela investigação, quer através de projetos académicos, laboratórios criativos ou workshops em parceria com o mercado. 

No IADE, essa descoberta é estimulada desde o primeiro ano, porque aqui não vens só aprender: vens experimentar, criar, errar e recomeçar, como quem desenha o seu futuro com traços cada vez mais definidos. 

Queres conhecer alguns dos nossos cursos de 1.º Ciclo? Espreita as licenciaturas do IADE, porque sim, pensar no que vem a seguir faz parte desde o início. 

Mestrado (2.º Ciclo/Formação Avançada)

Terminaste a Licenciatura e sentes que ainda há mais para explorar? Perfeito. O Mestrado é o segundo passo natural para quem deseja aprofundar o seu conhecimento, especializar-se numa área em concreto e começar a construir uma identidade académica ou profissional mais sólida. 

Em Portugal, o Mestrado integra o 2.º Ciclo do Ensino Superior e tem uma duração habitual de 1,5 a 2 anos, o que equivale a 90 e 120 créditos ECTS, respetivamente. Em alguns casos específicos, pode até ter apenas 60 ECTS (correspondentes a um ano letivo), mas o essencial é isto: o Mestrado existe para que possas ir mais longe no pensamento, na prática, e na investigação. 

No que diz respeito ao QNQ e ao QEQ, o grau de Mestre corresponde ao nível 7 e é reconhecido como um “Master’s Degree”. 

Este ciclo é composto por duas grandes fases: primeiro, frequentas unidades curriculares avançadas, que te dão acesso a ferramentas teóricas e metodológicas de outro nível. 

Depois, desenvolves um trabalho final autónomo (sob a forma de uma dissertação, um projeto prático ou um relatório de estágio) orientado por um docente especializado no tema escolhido. 

Para poderes concluir este grau, deverás sempre prestar provas académicas (mais conhecidas por “defesa”) e discutir publicamente o teu trabalho com um júri especificamente designado para o efeito. 

No IADE, os mestrados são concebidos para quem deseja desafiar as regras do jogo. Seja no Design, na Comunicação, no Marketing ou em áreas emergentes como os Jogos Digitais, aqui tens acesso a laboratórios criativos, professores com experiência no terreno e parcerias reais com o mercado. 

Descobre mais sobre a oferta de 2.º Ciclo do IADE nos modelos presencial e online. Queres mais liberdade? Mais profundidade? Mais prática? Está tudo lá. 

Além disso, se estás a pensar em seguir para o Doutoramento e construir uma carreira académica, o Mestrado é a base que te prepara para esta última etapa: ensina-te a investigar, a estruturar ideias complexas e a transformar curiosidade em conhecimento com impacto. 

Doutoramento (3.º Ciclo/Formação Avançada)

Chegaste à fase em que não só queres aplicar o que sabes, como também queres criar conhecimento, propor soluções, questionar o que existe e transformar a tua área científica. É exatamente aqui que entra o grau de Doutor. 

O Doutoramento é o grau mais avançado do Ensino Superior e o ponto de partida para quem deseja seguir uma carreira académica, tornar-se professor universitário, investigador ou simplesmente dominar um tema até à sua essência. 

Em Portugal e na Europa, a duração do doutoramento varia por instituição e área científica; muitos programas organizam-se em torno de três anos, podendo estender-se consoante o plano de estudos e a investigação desenvolvida. É internacionalmente designado por “Doctoral Degree”, “Doctorate” ou “PhD” (“Philosophiæ Doctor”, em Latim). 

Mas atenção: o Doutoramento exige dedicação total, pensamento crítico e autonomia. Passarás boa parte do teu tempo a investigar, a testar hipóteses, a desconstruir ideias preconcebidas e a encontrar novas formas de pensar. Tudo culmina numa tese original que terás de defender publicamente perante um júri composto pelos teus futuros pares. 

Ao longo do percurso, poderás também frequentar seminários, participar em congressos internacionais, colaborar com centros de investigação e até publicar artigos científicos em revistas de referência. Parece intenso? É mesmo, mas também é transformador. 

No IADE, podes escolher entre três programas de doutoramento que desafiam os limites da criatividade, da tecnologia e da comunicação: 

  • Doutoramento em Design: explora o pensamento de design, a cultura visual, a inovação em produto e a interação com as marcas e os utilizadores. 
  • Doutoramento em Comunicação, Media e Ambientes Digitais: mergulha nas transformações digitais da sociedade e nos novos modos de comunicar. 
  • Doutoramento em Desenvolvimento de Jogos Digitais: ideal para quem deseja contribuir cientificamente para uma das indústrias mais impactantes do século XXI. 

Além disso, estarás em contacto com docentes que são também investigadores, com projetos financiados e de impacto real, tanto académico como social.

Posso ser professor universitário só com um mestrado?

Excelente questão. Sucintamente? Sim, mas com limites. 

Com um mestrado, já podes dar os primeiros passos no Ensino Superior, especialmente se tiveres uma boa base prática e estiveres em sintonia com o que o mercado valoriza. No entanto, é importante que percebas que isso não significa que podes entrar diretamente na docência universitária de carreira. 

Em Portugal, para seres contratado como professor universitário a tempo inteiro, o requisito base é teres o grau de Doutor. É isso que te torna elegível para cargos como Professor Auxiliar, a primeira categoria da carreira docente nas universidades públicas. 

Este requisito encontra-se definido no Estatuto da Carreira Docente Universitária (ECDU) e não há forma de contorná-lo. 

Mas calma, que o Mestrado já te abre portas importantes. Podes lecionar como: 

  • Professor Convidado, normalmente responsável por unidades curriculares muito práticas ou específicas. 
  • Assistente Convidado, colaborando em aulas e seminários ou prestando apoio em projetos. 
  • Monitor, sobretudo se estiveres ainda a concluir um mestrado ou no início de um doutoramento. 

Estes cargos são, por norma, temporários e não te integram permanentemente na carreira docente. Em todo o caso, não deixam de ser uma excelente forma de começares a construir o teu percurso académico, aferires se o ensino é mesmo para ti e ganhares visibilidade no seio da instituição. 

Agora, no que diz respeito às instituições de Ensino Superior Politécnico, o cenário é um pouco diferente. Os requisitos para acesso às categorias de carreira dependem do concurso e da categoria.  

Por exemplo, para concursos de professor-adjunto, podem candidatar-se detentores do grau de doutor ou do título de especialista (um reconhecimento formal obtido por avaliação e júri) na área (ou afim) do concurso. 

Em algumas faculdades, é comum que profissionais com o grau de Mestre (e um portefólio consistente) colaborem como docentes, trazendo o pulso real do mercado para dentro da sala de aula. 

No Ensino Superior Politécnico, o percurso pode ser mais ‘flexível’ no sentido em que a experiência profissional tem maior peso em áreas aplicadas. Ainda assim, para categorias de carreira como Professor Adjunto, a regra é que a candidatura esteja ancorada no grau de Doutor ou no título de Especialista.  

O Mestrado pode ser uma etapa importante e frequente neste percurso, mas, por si só, não equivale automaticamente ao requisito legal para esses concursos. 

Em resumo: 

  • Sim, podes lecionar com um mestrado, sobretudo como Professor Convidado ou Assistente Convidado; 
  • Mas não entras diretamente na docência universitária de carreira sem doutoramento. 
  • Se tens uma experiência profunda na área e um perfil criativo ou técnico sólido, isso também conta – e muito. 

As primeiras experiências contam (e muito)

Mesmo durante o Doutoramento, é possível começares a adquirir experiência na docência, o que é uma vantagem para futuras candidaturas. Algumas oportunidades incluem: 

  • Monitorias e prestação de apoio em aulas práticas. 
  • Orientação de projetos de Licenciatura. 
  • Participação em workshops e seminários. 
  • Lecionar módulos como Professor Convidado. 

Esta bagagem mostra dedicação e prepara-te para o passo seguinte. 

Professor Auxiliar: o início oficial da carreira docente universitária

Se chegaste até aqui (com o Doutoramento concluído, paixão por ensinar e vontade de contribuir para o conhecimento), estás pronto para dar o passo que te coloca oficialmente no mundo académico: tornares-te Professor Auxiliar. 

Esta é a primeira categoria da carreira docente universitária em Portugal. A partir daqui, deixas de estar “a ajudar” ou a dar aulas pontualmente, passando a integrar, com todos os direitos (e deveres), o corpo docente da universidade. 

Ser Professor Auxiliar implica investigação a sério, publicações de impacto, orientação de estudantes e participação ativa na vida académica da instituição. Estás aqui para ensinar, sim, mas também para criar, pensar, desafiar e fazer evoluir a tua área científica. 

Requisitos de candidatura

De acordo com o ECDU, os requisitos são claros: 

  • Doutoramento na área científica em que pretendes lecionar. 
  • Um currículo académico e científico consistente. 
  • Candidatura a concurso público, com júri designado para o efeito. 

Funções

Trata-se de um cargo que poderá ser de dedicação exclusiva, pelo que se espera que estejas presente física e intelectualmente na instituição, assim como disponível para acompanhares estudantes, progredires na tua investigação e contribuíres para o crescimento do ecossistema académico que te rodeia. 

Eis algumas das principais responsabilidades: 

  • Dar aulas em licenciaturas, mestrados e doutoramentos. 
  • Orientar relatórios, dissertações, teses e demais projetos de investigação. 
  • Publicar artigos científicos em revistas e participar em conferências internacionais. 
  • Integrar projetos financiados e redes de investigação. 
  • Contribuir para a gestão académica e pedagógica da instituição. 

Progressão de carreira

Em média, os professores auxiliares permanecem entre cinco e sete anos neste cargo antes de se candidatarem à categoria de Professor Associado. A progressão depende de diversos fatores, nomeadamente: 

  • O número (e a qualidade) das suas publicações científicas. 
  • A experiência acumulada como docentes e orientadores. 
  • A sua participação ativa em projetos de investigação. 
  • O reconhecimento da sua produção científica a nível nacional e internacional. 

Se quiseres crescer nesta carreira, tens de mostrar que sabes ensinar, mas também que sabes investigar, inovar, orientar e inspirar. 

É possível ser Professor Auxiliar a tempo parcial?

Depende. Há professores auxiliares convidados que se encontram em regime parcial, mas a carreira docente exige, por norma, dedicação exclusiva. O cargo foi concebido para quem pretende viver o meio académico de forma intensa, colaborativa e contínua. 

Quanto ganha um Professor Auxiliar?

A remuneração depende das instituição, antiguidade e condições contratuais. Em instituições públicas, o salário bruto situa-se, em 2025, entre os 3500 € e os 4400 € mensais (vencimento ilíquido base e depende do índice/escala e do regime), com possíveis suplementos por investigação ou orientação. 

No fundo, a carreira académica torna-se real quando se assumem as funções de Professor Auxiliar. Tens responsabilidades, projetos, dissertações, teses, desafios e, acima de tudo, a oportunidade de deixar uma marca duradoura na vida dos teus alunos e na tua área científica. 

Se é esse o teu objetivo, o IADE pode ser o ponto de partida. Aqui, a investigação cruza-se com a prática, o conhecimento e a criatividade. 

Professor Associado: o passo seguinte na carreira académica

Depois de seres Professor Auxiliar e de afirmares o teu trabalho científico e pedagógico, surge a etapa que, para muitos académicos, representa o reconhecimento da maturidade científica e pedagógica de um docente: a categoria de Professor Associado. 

Este é um papel central na carreira académica universitária em Portugal. Não é só uma promoção “de título”; é a confirmação de que já conseguiste demonstrar, de forma consistente, que és capaz de produzir investigação de qualidade, orientar estudantes com autonomia e contribuir de modo relevante para as comunidades científica e académica. 

Requisitos de candidatura

Para te candidatares ao cargo de Professor Associado, é necessário: 

  • Possuíres o grau de Doutor há pelo menos cinco anos. 
  • Seres um Professor Auxiliar experiente ou, em alternativa, teres um currículo científico excecional que se encaixe nos requisitos do concurso público aberto. 
  • Teres um currículo científico robusto, com publicações académicas, participações em projetos de investigação e impacto comprovado na tua área científica. 
  • Ou seja, não basta teres um doutoramento e algum tempo de serviço; a tua trajetória tem de demonstrar crescimento, rigor e relevância social e científica. 

Diferenças entre um Professor Associado e um Professor Auxiliar

A transição de Professor Auxiliar para Associado representa: 

1. Maior responsabilidade académica

Como Professor Associado, esperam-se contribuições consistentes como: 

  • O desenvolvimento de programas de novas unidades curriculares. 
  • A coordenação de unidades curriculares pré-existentes. 
  • A supervisão autónoma de dissertações de mestrado e teses de doutoramento.

2. Investigação com impacto consolidado

A avaliação de candidatos à categoria de Professor Associado normalmente incide sobre: 

  • Publicações em revistas com boa indexação (Google Scholar, Scopus, Web of Science, etc.). 
  • Participações em projetos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) ou outras entidades. 
  • Colaborações científicas a nível nacional e/ou internacional. 

3. Impacto institucional

O Professor Associado é muitas vezes chamado a participar em comissões científico-pedagógicas e a liderar equipas ou iniciativas no seio da universidade. 

Procedimento concursal

O acesso direto à categoria de Professor Associado é geralmente feito por concurso público, com um júri composto por professores catedráticos que avalia: 

  • O teu currículo académico. 
  • A tua produção científica. 
  • A tua capacidade pedagógica. 
  • As apresentação e discussão do teu plano científico-pedagógico ou relatório de atividades académicas (caso se revele necessário). 

Este processo visa assegurar que quem chega a Professor Associado reúne capacidades académicas, científicas e de docência comprovadas, alinhadas com os objetivos da instituição e da comunidade científica. 

Funções e responsabilidades

Ao transitares para a categoria de Professor Associado, a tua carga curricular e investigacional torna-se ainda mais profunda e autónoma. Entre as funções mais típicas, estão: 

  • O lecionamento de unidades curriculares nucleares em licenciaturas, mestrados e doutoramentos. 
  • A orientação de estudantes, sobretudo em projetos finais, dissertações e teses. 
  • A assunção da liderança de projetos de investigação, colaborando com investigadores nacionais e internacionais. 
  • A participação em comissões académicas, com impacto curricular e estratégico na universidade. 

Em suma, como Professor Associado, já não estás apenas a “ensinar e investigar”; estás a modelar o futuro da tua área científica e da tua instituição. 

Progressão de carreira

Ser Professor Associado não significa que o percurso acabe aqui. A categoria seguinte (e última) é a de Professor Catedrático, que exige ainda mais experiência, produção científica e reconhecimento internacional. 

Remuneração e estabilidade

Em 2025, no ensino superior público, os vencimentos base ilíquidos de um Professor Associado variam consoante o índice e o escalão remuneratório aplicáveis. A título indicativo, os valores situam-se aproximadamente entre 3.950 € e 5.120 € mensais, podendo variar em função do regime de trabalho, antiguidade e progressão na carreira. 

Estes valores correspondem a escalões remuneratórios tabelados, periodicamente atualizados por despacho ou decreto-lei, com efeitos sobre os contratos de trabalho em funções públicas. 

Professor Catedrático: o auge da docência de carreira

Neste ponto, já não és só um especialista: és uma referência na tua área, alguém que investiga, orienta, lidera, influencia. A tua voz conta e a tua visão transforma. 

Esta é a categoria mais elevada da carreira docente universitária em Portugal. Um cargo que exige uma bagagem científica e pedagógica de excelência, além de liderança e capacidade de inspirar os outros. 

Como se chega a Professor Catedrático?

Não há atalhos. Para acederes ao cargo de Professor Catedrático, é necessário: 

  • Possuíres o grau de Doutor. 
  • Teres sido, idealmente, Professor Associado durante alguns anos, com provas dadas em investigação, docência e orientação. 
  • Teres um currículo científico-pedagógico excecional, com impacto nacional e internacional. 
  • Teres obtido o título de agregado, que é, legalmente, um dos principais requisitos para alcançar este patamar. 

O que é o título de agregado?

O título de agregado (ou agregação) é uma avaliação académica superior que serve para provar que o candidato: 

  • Tem capacidades científicas e pedagógicas autónomas para lecionar e liderar projetos de investigação. 
  • Está apto a supervisionar doutoramentos de forma independente. 
  • Tem uma produção científica sustentada e com impacto internacional. 
  • Está preparado para exercer funções de liderança académica e institucional.

A obtenção do título de agregado é feita através de um processo público que inclui: 

  • A submissão de um relatório detalhado do percurso científico e pedagógico do candidato. 
  • A apresentação e defesa de uma aula pública perante um júri composto por professores catedráticos. 
  • Uma avaliação crítica e exigente das contribuições científicas e do impacto do trabalho académico do candidato. 

Este processo é regulado pelo “regime jurídico do título académico de agregado” e constitui a etapa final antes da candidatura ao cargo de Professor Catedrático, embora também um Professor Auxiliar possa candidatar-se à agregação, mesmo antes de chegar a Professor Associado e, para todos os efeitos legais, concorrer de imediato a Professor Catedrático. 

Procedimento concursal

Com o título de agregado em mãos, o candidato pode apresentar-se a concurso para Professor Catedrático. Tal como nas categorias anteriores, trata-se de um concurso público nacional ou interno, com júri, avaliação de currículo e provas públicas. 

A diferença está no grau de exigência: o júri espera ver provas claras de liderança científica, publicações de alto impacto, orientações de doutoramento concluídas, projetos coordenados com financiamento competitivo e envolvimento estratégico na instituição. 

Funções e responsabilidades

O Professor Catedrático é um líder nato na universidade. Além de ensinar e investigar, desempenha um papel ativo na definição de políticas académicas e estratégias de investigação e no desenvolvimento de equipas. As suas responsabilidades incluem: 

Coordenar departamentos, centros de investigação ou programas de doutoramento. 

  • Orientar projetos científicos de larga escala. 
  • Participar em conselhos científicos, editoriais e de acreditação. 
  • Representar a instituição a nível nacional e internacional. 
  • Formar os docentes mais jovens. 
  • É a figura que cruza experiência com visão, conhecimento com influência e que assume a responsabilidade de abrir caminho para os que se seguem. 

Estabilidade e remuneração

O cargo de Professor Catedrático oferece máxima estabilidade contratual, tipicamente em regime de nomeação definitiva (funções públicas) ou contrato por tempo indeterminado (no Ensino Superior privado), embora tal já se verifique nas categorias anteriores. 

A remuneração situa-se nos escalões mais elevados da carreira académica pública, entre os 5120 € e os 5925 € em 2025, podendo ser complementada por suplementos por cargos de gestão ou investigação. 

Porque vale a pena aspirar a este patamar?

  • Porque é aqui que podes influenciar verdadeiramente o rumo da tua área científica. 
  • Porque tens a possibilidade de inspirar e formar a próxima geração de investigadores e criadores. 
  • Porque o teu trabalho começa a deixar marca para além da academia nas empresas, na sociedade e nas políticas públicas. 

No IADE, onde criatividade, tecnologia e investigação se fundem, é natural aspirar a este tipo de liderança. É aqui que os professores catedráticos orientam novos projetos de design, transformam ambientes digitais e reinventam formas de comunicar, e tu podes fazer parte disso. 

Porquê escolher o IADE para seguir esta jornada?

Porque o IADE é mais do que uma escola: é um ponto de encontro entre criatividade, tecnologia e pensamento crítico. Estudar aqui significa fazer parte de uma comunidade académica que desafia o status quo, valoriza a originalidade e te dá as ferramentas necessárias para deixares a tua marca no mundo. 

Além disso, fatores como o acesso a centros de investigação, a orientação por docentes com projetos financiados e as ligações a redes internacionais fazem do IADE um lugar ideal para quem sonha com uma carreira universitária em áreas criativas e tecnológicas. 

Começa por explorar os programas de mestrado e doutoramento que mais se alinham com os teus interesses, lê sobre os projetos de investigação em curso, participa em conferências, colabora com docentes e, acima de tudo, mantém a tua curiosidade viva. 

Se queres ser mais do que um mero especialista na tua área e pretendes influenciar, investigar, ensinar e deixar uma marca, talvez esteja na hora de começares a tua jornada académica. E sabes onde tudo pode começar? No IADE. 

Perguntas frequentes

  1. O que é preciso para ser professor universitário em Portugal? Para seres professor universitário em Portugal, precisas de um doutoramento na tua área científica e de publicações académicas relevantes. 
  2. Posso ser professor universitário só com um mestrado? Sim, podes lecionar como Professor Convidado em instituições de Ensino Superior Politécnico ou em universidades, mas não podes integrar a carreira docente universitária sem o grau de Doutor. 
  3. O que faz um Professor Auxiliar? Um Professor Auxiliar leciona em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, orienta relatórios, dissertações e teses, desenvolve investigação científica e participa em projetos e na gestão académica da instituição a que se encontra vinculado. 
  4. Qual é o percurso académico para seguir uma carreira no Ensino Superior? O percurso típico inclui os três graus académicos do Ensino Superior: Licenciatura, Mestrado e Doutoramento, sendo que o último é essencial para aceder à docência universitária de carreira como Professor Auxiliar. 
  5. Como é que o IADE pode ajudar-me a ser professor universitário? O IADE oferece mestrados e doutoramentos em áreas como Design, Comunicação e Jogos Digitais, com acesso à investigação ativa, docentes experientes e redes internacionais. 
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