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09/10/2020

Revolução pedagógica ou pandemónio digital?


Após muitos anos de debate nos mais diversos círculos académicos, a pandemia de Covid-19 transformou o ensino à distância, de uma metodologia de méritos pedagógicos questionáveis e de difícil adoção, num fator incontornável do quotidiano de qualquer professor.

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Em 2020, ano horribilis pandemus, literalmente todas as instituições adotaram o ensino à distância, com mais ou menos sucesso, recorrendo às mais diversas tecnologias. Feita esta curva “apertada” de aprendizagem inicial, importa, no entanto, refletir no impacto que a adoção forçada do digital deve ter nos nossos modelos pedagógicos. Dito de outra forma, como podemos evitar que a pandemia decline no pandemónio digital do ensino?

(...)

Importa assim que o ensino superior aproveite esta oportunidade para se reinventar, sem perder a chancela de qualidade que o deve caracterizar. Desde logo, agora que a barreira à adoção tecnológica baixou consideravelmente, devem as instituições aproveitar os próximos anos para modernizar os seus processos pedagógicos e capacitar o corpo docente para ensinar num novo contexto híbrido, integrando o digital com o presencial.

Por outro lado, será fundamental aos reguladores agilizar os processos de acreditação para que as instituições de ensino superior consigam mais facilmente incorporar novas metodologias com recurso à tecnologia, sob o risco do setor ceder espaço ao pandemónio digital que se adivinha. Será, acima de tudo, necessário fazer do digital uma oportunidade para modernizar, e até mesmo, revolucionar o conceito pedagógico do ensino superior para bem da sua sobrevivência e para assegurar um ensino de qualidade aos nossos alunos.

 


Excerto do artigo de opinião escrito por Milton de Sousa, reitor da Universidade Europeia, para o Jornal Económico. O artigo original pode ser encontrado aqui.

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