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#CreatingCreators  

21/07/2021

Processos de interação do Design com Serviços Sociais


 O Sector social e as organizações de apoio à sociedade tendem aproximar-se cada vez mais do Design. Um passo positivo na progressão das potenciais relações, interações e parcerias que se têm vindo a desenvolver, contudo, é possível observar um desconhecimento generalizado da nossa área científica, nas metodologias e nos processos inovadores que favorecem o surgimento de potenciais soluções no âmbito da construção de projeto para a resposta social.

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Há indícios de maior abertura para a colaboração talvez fruto de uma sociedade frágil, vulnerável a situações imprevistas que aumentam a pressão sobre as reais capacidades de resposta e despoletam uma maior junção de forças de diferentes setores no combate à sobrevivência e subsistência da raça humana, em temas como a saúde mental onde tem vindo a ser recorrente a necessidade de uma maior atenção. A perceção do potencial do Design no setor social e desenvolvimento de ações conjuntas para reformular práticas de intervenção é um trabalho que tem vindo a ser feito e deve ser aprofundado. O desafio passa pela aceitação e integração do Design como um serviço integrado nos serviços e políticas de resposta social, desde a determinação do problema até à validação, como agente ativo nos processos de interação transdisciplinar. Este processo passa pelo desenvolvimento de projetos colaborativos em progressiva escala favorecendo a sua crescente integração nas organizações de cariz social com a expectativa de progressão nas políticas sociais. "Portugal parece um país à procura de uma ideia que permita mobilizar os portugueses na procura de um desígnio que nos envolva." António Tavares (Professor Universitário em Ciência Política) em JN online (acesso a 15 de julho de 2021) O designer deve uma resposta social integrada. Aproximarmo-nos da realidade social, conhecer os desafios e as fragilidades das entidades de apoio direto aos mais vulneráveis permitirá a criação de oportunidades de colaboração, de interações, redesenho de intervenções fortalecendo o nosso papel enquanto agente ativo no desenho de uma ou mais ideias e estratégias de resposta mais eficiente para a preservação de uma sociedade desperta a todos.

Artigo de opinião de João Bernarda, docente do IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia e investigador da UNIDCOM - IADE 


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