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19/08/2020

Centros comerciais: Um nó górdio que será difícil de desatar


O conceito de centro comercial, ou shopping center, nasceu nos Estados Unidos no início dos anos vinte e pode ser definido como um equipamento comercial constituído por múltiplos pontos de venda, arquitectónica e comercialmente concebido, planeado, realizado e gerido como uma unidade.

 

joseantoniorousseau

 

O centro comercial traduz assim uma nova filosofia comercial assente na utilização racional e inteligente das sinergias geradas pela integração funcional de comércios diversificados num único espaço. No fundo, o centro comercial não deixa de ser uma espécie de corolário da teoria da atração cumulativa, que teve as suas primeiras manifestações nas antigas ruas das cidades medievais (onde artífices e comerciantes se agrupavam por ramos de atividade específicos mas complementares) e que o seu autor, Richard C. Nelson, descreveu da seguinte forma: «Um determinado número de lojas comercializando o mesmo tipo de mercadorias fará mais negócio se essas lojas forem próximas ou adjacentes umas das outras do que se estiverem dispersas».

Não se confundam, porém, centros comerciais com condomínios comerciais. Na verdade, enquanto os primeiros revestem imperativos de concepção, planificação, comercialização e gestão, os segundos não ultrapassam a sua natureza congénita de empreendimentos meramente imobiliários de fins especulativos ou oportunistas. Daí a razão do sucesso de uns e do fracasso dos outros, como a realidade tão bem tem demonstrado. De facto, a realização de um centro comercial exige inúmeros estudos preliminares, começando pelos que respeitam à quantificação e à qualificação dos equipamentos comerciais já existentes no local de implantação e pela análise da respetiva zona de influência. Depois, é fundamental avaliar a quota comercial disponível para o novo empreendimento, ou seja, a quota-parte das despesas e do consumo que esse empreendimento poderá captar.

Excerto do artigo de opinião escrito pelo professor do IADE, José António Rousseau. Aceda ao artigo original aqui.

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