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12/11/2020

A dois tempos: Maslow e a pirâmide míope


A hierarquia das necessidades humanas, proposta por Abraham Maslow algures a meio do século passado, é provavelmente das presenças mais assíduas nos tradicionais manuais de marketing. E é fácil compreender porquê.

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Organizada numa apelativa pirâmide, a sugestão do psicólogo norte-americano destaca-se pela sistematização pragmática das elusivas motivações humanas. Da base para o topo, necessidades básicas, necessidades psicológicas e, por fim, necessidades de realização pessoal, são encadeadas numa progressão lógica que dá um sentido unidireccional inteligível ao confuso desígnio humano. Admitidamente, a Pirâmide de Maslow apresenta-se como um esquema visual atraente, inegavelmente simples e eloquente, que parece conter, em si mesmo, a chave-mestra para o comportamento do consumidor. E neste registo singular, tem sobrevivido a um passar do tempo pouco meigo em críticas.

Importa reconhecer que, para o desenho de qualquer teoria minimamente abrangente, é quase inevitável um certo grau de simplificação e de abstração. Caso contrário, seria praticamente impossível o processo de generalização e extrapolação que, de forma genérica, permite a formulação teórica cumprir o seu propósito existencial. Ora, neste ponto em particular, a Pirâmide de Maslow parece satisfazer os requisitos. E com distinção notável. Afinal, num único esquema e com meia dúzia de elementos, parecem resolvidas interrogações existenciais seculares. 


Excerto do artigo de opinião de João Campos, professor no IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia, para o Gerador. O artigo completo pode ser consultado aqui.

 

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